quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

historia da internet

Para compreender realmente o que é a Internet é necessário ter uma perspectiva histórica de como esta surgiu.
A Internet surgiu nos Estados Unidos da América, no clima da guerra fria. O objectivo era desenvolver um sistema de troca de informações entre computadores de forma a que fosse sempre possível receber a informação, mesmo que um dos computadores da rede fosse desligado ou destruído, ou que uma das ligações entre computadores fosse interrompida. Os objectivos eram unicamente militares na época e durante um período de tempo esta forma de ligação entre computadores era exclusiva das forças militares americana. Assim, em 1969, a ARPA (Advanced Research Projects Agency) desenvolveu a ARPANET. Através deste sistema de troca de informações era possível fazer chegar à localização prevista as informações pretendidas num curto espaço de tempo e sem o risco desta troca de informações ser interrompida. Foi desenvolvido o estudo e desenvolvimento desta rede em que era feita a comutação de pacotes, ou seja, a informação é dividida em “pequenos pacotes” e enviada pela melhor via disponíveis, sendo reunida a informação no local de recepção, já que cada pacote contém informação que o permite fazer. Outro problema a resolver era que fosse possível visualizar a informação mesmo usando computadores diferentes, sistemas operativos, etc.
Para além da ligação entre computadores militares, foi criada uma rede entre quatro universidades americanas. A ARPANET permitia a ligação entre as redes das universidades e permitia a troca de informações entre estas universidades. Com isto foi possível desenvolver a Internet tal como a conhecemos hoje.
Apesar disto o controlo desta rede manteve-se nas mãos do militares e à qual havia um acesso restrito.
No final dos anos 70 começaram a ser desenvolvidos protocolos que permitisse a comunicação entre computadores e redes independentemente do equipamento ou software utilizado. Em 1983 a ARPANET foi dividida em duas redes: MILNET e ARPANET. A primeira era exclusivamente de uso militar, ao passo que a segunda era dedicada à pesquisa e desenvolvimento. Isto permitiu um desenvolvimento cada vez maior da Internet, já que o seu acesso passou a ser mais fácil e a uma maior comunidade de utilizadores. Para além disto foram adoptados os protocolos TCP (Transmission Control Protocol) e IP (Internet Protocol), que também contribuíram em grande medida para este desenvolvimento. O IP permite a comunicação entre computadores e o TCP garante uma maior segurança na transmissão de dados, entre outras funcionalidades.
A partir desta altura a Internet não deixou de crescer em termos de utilizadores. Se bem que inicialmente a Internet era apenas destinada a fins académicos e educacionais, actualmente é uma forma cada vez mais utilizada para a comunicação entre utilizadores.

publicidade enganosa




Se olhar-mos para esta publicidade, no fundo a propaganda reflecte uma tendência na publicidade actual, na qual toda a desonestidade é aceite desde que criativa ou engraçadinha. O slogan “Red Bull dá-te asas”, que é considerada enganosa do princípio à execução. O consumidor, em tese, sabe que um red bull não vai lhe dar, literalmente, asas. Mas isso não a torna de forma mais aceitável. Afinal são baseadas num conceito enganador e desonesto, que não se justifica em momento algum. É aquela coisa: “Negação faz o mundo publicitário funcionar.”

terça-feira, 18 de novembro de 2008

o computador

a) A palavra Informática é derivada de duas outras palavras associadas a ela, a primeira é informação e a segunda é automática. Essas palavras definem os principais objectivos que foram atingidos pelos computadores. A necessidade de se obter informações automáticas fez com que surgisse justamente esta palavra. Em português, há profissionais da área que também consideram que a palavra informática seja formada pela junção das palavras informação + automática. Pode dizer-se que informática é a ciência que estuda o processamento automático da informação por meio do Computador.


b) Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre deles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura. No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da computação.

O computador nasceu com a II Guerra Mundial, nos E.U.A. A Marinha em conjunto com a Universidade de Harvard e a IBM, desenvolveu o MarkI, um gigante electromagnético em 1944. MarkI ocupava 120 m³, com milhares de redes. O MarkI conseguia multiplicar números de 10 dígitos em 3 segundos.·Em segredo, o exército também desenvolvia seu computador, e este só usaria válvulas. Seu objectivo era calcular as trajectórias de projécteis com maior precisão. Os engenheiros J. Presper Eckert e John Mauchly projetaram o ENIAC: Eletronic Numeric Integrator and Calculator. Com 18000 válvulas, o ENIAC conseguia fazer 500 multiplicações por segundo. Porém só conseguia ficar pronto em 1946, ou seja vários meses após o final da guerra.Em 1947, um grupo de Stanford inventou o Transistor. Usando elementos semicondutores, os transístores funcionam como chaves, porém são menores, mais rápidos, não esquentam, duram mais e consomem menos energia que as válvulas. Começaram a surgir os primeiros computadores transistorizados. Daí surgem os "Circuitos Integrados", uma infinidade de transístores fabricados em uma única pastilha. Nos anos 60 surgiu o microcomputador, era do tamanho de uma escrivaninha. Nos anos 70 o microcomputador era bem menor, do tamanho que fosse desejado. Actualmente há computadores que cabem em uma caixa de fósforo. Nesta época grandes computadores conhecidos como mainframes tornaram-se muito poderosos. E não podemos esquecer dos super computadores que calculam a velocidades superiores a 500 mips( milhões de instruções por segundo)


Informação digital é um processo que consiste na informação armazenada pelo computador, ou num sistema informático.

Os vários dispositivos de armazenamento de dados diferem em relação à velocidade de leitura e gravação, portabilidade, capacidade de armazenamento, durabilidade e custo. A grande variabilidade dessas características faz com que cada dispositivo tenha uma indicação de uso. Assim, uma disquete é barato e pode ser levado a qualquer lugar, mas não possui grande capacidade de armazenamento. Por outro lado, um disco rígido (ou "winchester") pode guardar uma grande quantidade de informações, mas, por ficar conectado ao computador, perde em portabilidade. Estão começando a aparecer no mercado alternativas para facilitar o transporte de maior volume em discos, a custo mais acessível.
A quantidade de memória disponível é medida em bytes sendo os seus múltiplos o kilobyte (Kb, equivale a 1024 bytes), o megabyte (Mb, 1024 Kb) e o gigabyte (Gb, 1024 Mb) .
Diversas unidades num computador cumprem essa função de armazenamento de informações, destacando-se a ROM, unidades de disco (disco rígido, disquetes e CD-ROM) e RAM.

Hardware (hard = duro) significa ferragens, quinquilharia, e envolve o conjunto de componentes mecânicas, magnéticas e electrónicas de um computador ou de qualquer outro sistema digital.
Hardware : toda a parte física do computador. Ex.: Monitor, caixa, disquetes, impressoras, etc.


Software (soft = mole) conjuntos mais ou menos complexos (programas, sub-rotinas, procedimentos, assemblers, compiladores, editores, etc.) necessários ao funcionamento do hardware com uma intervenção não activa do utilizador. Tudo, no computador, que não se pode incluir no hardware.
Software : toda a parte lógica do computador; é a informação que é criada e armazenada.
− Dados : textos, gráficos, etc.
− Programas (aplicações): cálculo (Word, Excel, …), jogos, etc.
ROM
Do inglês read only memory, é um tipo de memória gravada pelo fabricante do equipamento, não podendo ser modificada pelo usuário do computador. Vem com um pequeno programa que faz o mínimo para o computador entrar em funcionamento quando é ligado. Equivale ao nosso "programa biológico", que faz com que respiremos ao nascer e fornece o reflexo de sucção. Normalmente não precisamos nos preocupar com esse tipo de memória.
RAM
Do inglês random access memory, é a partir desta memória que ocorrem as operações da CPU. A memória RAM pode ser reescrita quantas vezes quisermos, mas os dados guardados nela são apagados quando se desliga o microcomputador. Daí a necessidade de guardar ("salvar") o resultado do processamento no disco rígido antes de desligá-lo. A razão da existência e importância da memória RAM está na sua velocidade de leitura dos dados, que é muito maior que a do disco rígido ou dos disquetes. Imagine o disco rígido como a sua biblioteca e a memória RAM como sua escrivaninha. Os livros abertos na escrivaninha podem ser consultados muito mais rapidamente que os da biblioteca, mas como a escrivaninha é pequena, livros que não estão sendo usados devem ser fechados e guardados na biblioteca.
Os tamanhos típicos de memória RAM são 8 Mb, 16 Mb, 32 Mb e assim por diante. Na escolha do seu micro, esta especificação é quase tão importante quanto a da CPU. Muitas vezes, a simples adição de mais memória pode deixar o seu computador mais rápido, sem que haja a necessidade de trocá-lo por um modelo mais moderno.

Todas as unidades de armazenamento, como um disco rígido, uma Pen ou um cartão de memória são divididos em partições.Ou seja, um disco rígido pode ter 80Gb de capacidade e eu posso dividir essa capacidade em 2 partições, uma de 1Gb e outra de 79Gb por exemplo. Assim a gestão de ambas as partições é separada. O sistema pode gerir essas partições separadamente de maneira a que cada uma pode ter a sua função num Sistema Operativo.Um Sistema de Ficheiros, em inglês File System, é o nome que se dá à tecnologia de gestão de partições, por exemplo, o ext3, o NTFS (New Technology File System), o FAT32, etc..Os diferentes Sistemas de Ficheiros têm diferentes maneiras de gerir a partição numa unidade de armazenamento, ou seja, a leitura e gravação é de maneira diferente, a organização dos ficheiros e a performance também são diferentes.

Numa primeira definição poder-se-á dizer que sistema operativo é um conjunto de ficheiros que contém instruções que permitem a exploração dos recursos que o computador coloca à disposição do utilizador, nomeadamente: a impressora, o teclado, o rato, o monitor, a unidade de disquetes, o disco rígido, a memória, etc.
Evolução dos Sistemas Operativos
A era da informática surge na década 40. Nessa altura a tecnologia rudimentar aplicada a construção de computadores apenas permitia construir máquinas de grande porte, e, consequentemente, de pesos e custos elevados. Assim, só alguns organismos estatais e universitários reuniam condições financeiras suficientes para adquirir tais equipamentos.
Ao cidadão comum era impossível adquirir uma máquina daquela envergadura, não só pelo facto do seu peso e dimensão ser extremamente elevado, mas também por ser necessário deter um vasto conhecimento e um grande domínio da programação necessária ao manuseamento daquelas máquinas.
Aqueles computadores não tinham qualquer tipo de memória capaz de armazenar conjuntos de instruções - rotinas - para execução, obrigando o programador a desenvolver a sua programação recorrendo ao accionamento dos inúmeros interruptores que compunham os painéis de controlo destes computadores.
Com o desenvolvimento tecnológico foi possível conceber computadores com menores dimensões, de mais fácil utilização, com maiores capacidades e a preços menos reduzidos.
No sentido de tornar mais simples a utilização destes computadores e de responder as solicitações dos respectivos utilizadores, surgiram as memórias internas. Estes novos elementos destinam-se a armazenar conjuntos de rotinas – programas que libertam os utilizadores de tarefas morosas e necessárias para usufruírem dos periféricos e do computador em geral.
A inclusão destas rotinas aumentou o número de vendas dos computadores, visto que a manipulação dos mesmos já não era tão morosa e difícil.
Por sua vez, o aumento de vendas levou a que os fabricantes melhorassem as rotinas que eram incluídas nos computadores e libertavam o utilizador de efectuar tarefas tão longas e rotineiras. Desta forma os computadores tornavam-se mais atractivos ao comprador. A este conjunto de rotinas, cada uma com o seu objectivo, é considerado como sendo parte de um sistema operativo rudimentar. Estes sistemas operativos foram sofrendo sucessivas alterações, foram tornando-se cada vez mais eficazes, abrangendo um maior número de tarefas e oferecendo potencialidades cada vez mais elevadas . o PC/M, um dos primeiros Sistemas Operativos, é um exemplo de programa que detinha aquelas características.
O sucessor do PC/M foi o MS-DOS ( Microsoft Disk Operating Sistems), desenvolvido pela empresa norte americana Microsoft, que visava dominar o mercado dos sistemas operativos para computadores portáteis pessoais.
A Microsoft, produtora de Sistemas Operativos e aplicações, é detentora da patente do Sistema Operativo MS-DOS que se calcula instalado em 70 milhões de PC's. Na passagem da década de 80 para 90, esta empresa lançou o Windows.
Este programa constitui uma revolução na utilização dos computadores pessoais, não pelo facto de possuir um interface gráfico completamente diferente do usual, como também pelo facto do utilizador não necessitar de escrever comandos através do teclado (apesar de poder fazê-lo, se quiser) mas apenas apontar para imagens com uma pequena marca desenhada no écran e manipuladas por meio do dispositivo de comunicação chamado rato.
O Windows assumia uma importância tal, que nove em cada dez aplicações desenvolvidas entre 1991 e 1993 eram destinados a este ambiente. Em 1994, a Microsoft lança um sistema operativo que pode utilizar aplicações escritas para MS-DOS para Windows e para redes, denominado Windows NT.
Entretanto foram surgindo sucessivas versões do MS-DOS, fruto de melhorias e evoluções deste, que culminaram o aparecimento da versão 6.22.
Paralelamente ao desenvolvimento do MS-DOS, dos microprocessadores e de todos os componentes de um computador, em Agosto de 1995, a Microsoft lança o Windows 95 como sucessor do MS-DOS e do Windows 3.11 e Windows for Workgroups.
Dando continuidade aos sistemáticos aperfeiçoamentos efectuados ao Windows 95, e relacionando-o com o forte incremento de utilização da Internet, a Microsoft lança em Junho de 1998 o Windows 98.
O Sistema Operativo está sempre presente na execução de um programa, que vai solicitando os serviços necessários embora o utilizador não se aperceba disso.

Periféricos são aparelhos ou placas que enviam ou recebem informações do computador.
Em informática, o termo periférico aplica-se a qualquer equipamento acessório que seja ligado à CPU (unidade central de processamento), ou num sentido mais amplo, o computador. São exemplos de periféricos as impressora, o Digitalizador, leitores e ou gravadores de CDs e DVDs, leitores de cartões e disquetes, rato, teclado, Câmara de vídeo, entre outros.
Desde que pela primeira vez se ouviu falar em máquinas de calcular até os dias actuais com os nossos computadores que o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos acessórios ligados ao computador têm evoluindo cada vez mais.
Cada periférico tem a sua função definida e executa ao enviar tarefas ao computador, de acordo com essa função. Entre muitos periféricos existentes podemos citar teclado (envia ao computador informações digitadas pelo operador), rato (permite o envio de informações pela pressão de botões) impressor (recebe informação do computador e imprime essa informação no papel, placa de som (recebe informações eléctricas vindas do processador e envia às colunas), sistemas sensíveis ao toque, calor, luz, modem, óculos de simulação, controladores de jogos (joystick), colunas, etc.
Existem quatro tipos de periféricos:
- Os periféricos de entrada - enviam informação para o computador (teclado, mouse, joystick, digitalizador);
- Os periféricos de saída - Transmitem informação do computador para o utilizador (monitor, impressora, caixas de som);
- Os periféricos de entrada e saída. Enviam/recebem informação para/do computador (monitor touchscreen, CD's, DVD's, modens). Muitos destes periféricos dependem de uma placa específica: no caso das caixas de som, a placa de som.
- Os periféricos de armazenamento - armazenam informações para/do computador (Pen Drives, HD, Flash Cards, etc).

sábado, 15 de novembro de 2008

codigo deontologico dos jornalistas

O Código Deontológico é um documento que reúne um conjunto de regras que orientam o exercício de uma determinada profissão. Essas regras definem os contornos do que são as boas práticas.
No caso, iremos tratar o código deontológico do jornalismo. Iremos, numa primeira fase, enumerar os artigos correspondentes a esse código, e de seguida apresentaremos alguns exemplos do que é uma má prática da profissão de jornalista e que vai contra as regras do referido código. É nosso objectivo responder à questão: O que acontece quando o Código deontológico é violado? Nesse sentido, iremos acompanhar o percurso de duas notícias publicadas no jornal Correio da Manhã e num blogue pessoal, alvo de queixas e de uma recomendação por parte do Conselho Deontológico dos Jornalistas.
Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses
1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.
5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.
6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.
7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.
9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.
Exemplo 1
A notícia
País - 14% dos presos são estrangeiros, 1381 imigrantes nas cadeias portuguesas
Catorze por cento dos reclusos que cumprem pena nas cadeias portuguesas são estrangeiros e a maior parte deles (696) foram condenados por tráfico de droga. Segundo os números da Direcção-Geral dos Serviço Prisionais (DGSP), a que o CM teve acesso, num universo de 9844 reclusos, 1381 são imigrantes. Cada recluso, segundo o Ministério da Justiça, custa ao Estado 43,08 euros por dia. Contas feitas, a população prisional estrangeira custa 1,8 milhões de euros por mês, 21,7 milhões por ano. Ainda ontem, a GNR de Sintra deteve oito suspeitos de tráfico de droga e apreendeu 5,5 quilos de heroína: cinco dos detidos, entre os 30 e 42 anos, são cabo-verdianos. Em Dezembro de 2005, cumpriam pena nas cadeias portuguesas 1258 homens e 123 mulheres: o principal crime é o tráfico de droga (696 reclusos), a seguir o roubo (137 presos) e homicídio (127 reclusos). As cadeias albergam ainda, além dos que cumprem pena, mais 3016 reclusos em prisão preventiva – destes, cerca de um milhar são estrangeiros que aguardam julgamento por crimes diversos.
LEGAIS E ILEGAIS
O número de estrangeiros que residem legalmente em Portugal cumpriam pena por tráfico de droga aumentou de 2004 para 2005: passou de 443 583 para 457 721. Representam hoje quatro por cento da população portuguesa, mas as autoridades acreditam que residem ilegalmente no nosso país, pelo menos, mais 150 mil imigrantes – o que significa sete por cento da população. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras intensificou a fiscalização no ano passado: 4874 estrangeiros foram notificados para abandonarem voluntariamente o País, enquanto 580 (mais 238 que no ano anterior) foram apanhados em situação irregular e conduzidos a um juiz: 183 aceitaram ser conduzidos à fronteira (o que lhes permite regressar dentro de um ano), os outros 397 foram entregues ao SEF, que os colocou no país de origem. No ano passado, o número de imigrantes expulsos pela prática de crimes aumentou vinte por cento em relação a 2004 – de 162 para 204. A maior parte das expulsões judiciais, segundo as estatísticas do SEF, correspondem a penas acessórias por tráfico de droga (136). Segue-se o roubo (10 casos) e o auxílio à imigração ilegal, com seis expulsões (ver infografia). Segundo o Relatório de Segurança Interna referente ao ano passado, 39 brasileiros foram afastados do País pela prática de crimes. Na lista das quatro nacionalidades mais expulsas segue-se a Venezuela (com 21 expulsos), a Ucrânia (19) e Cabo Verde (18). Os Núcleos de Investigação da GNR de Sintra desencadearam três operações policiais, durante o último mês, por suspeitas de tráfico de droga. Dos oito detidos, cinco são cabo-verdianos e ficaram em prisão preventiva. A GNR apreendeu-lhes dinheiro, heroína e cocaína que vendiam junto às estações ferroviárias da linha de Sintra.
Queixa
A notícia foi considerada pela direcção do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias, O ACIME, de "errada". "O ponto de partida da notícia - número de reclusos estrangeiros nas prisões portuguesas - está certo, mas a conclusão que pretende tirar - imigrantes enchem as cadeias - está errada", afirmou na altura o alto comissariado, num comunicado, onde apelava aos media para que tenham "consciência da sua responsabilidade social e das consequências dos seus actos, nomeadamente na indução do racismo e da xenofobia". Por outro lado, o ACIME, solicitou à Entidade Reguladora da Comunicação Social uma intervenção de fundo, com o intuito de corrigir a leitura dos números divulgados por aquele jornal.
Reacção do Jornal e Jornalista
O jornal publica no dia 12 de Maio, o Comunicado do Alto Comissariado para as Minoria étnicas.
O director do CM e a jornalista subscritora da notícia respondem ao ACIME reafirmando a sua responsabilidade social, escrevendo que “a manchete e o artigo em causa são objectivos e isentos de juízos de valor... e permitem a qualquer leitor fazer uma interpretação objectiva dos dados e matéria em discussão”, concluindo que “nada mais representam do que o exercício da liberdade de imprensa”.
O Conselho Deontológico
Depois de ter recebido, no dia 29.05.2006, um pedido de análise deontológica do teor do artigo publicado pelo Correio da Manhã, o Conselho emite o seguinte parecer:
O artigo “Imigrantes enchem prisões” não respeita o artigo nº 1 do Código Deontológico: “o jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade” acrescentando que “os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso”.
O jornal Correio da Manhã também não respeitou o nº 8 do mesmo Código: “o jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas, em função da cor, raça, credo, nacionalidade ou sexo”.
O Conselho Deontológico decide divulgar este parecer, considerando que a notícia foi um acto público, como é de carácter público a matéria analisada.

A Entidade Reguladora da Comunicação Social
No seu parecer final vem também a ERC apontar alguns erros cometidos pelo Jornal e Jornalista.
Deste modo o Conselho Regulador da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ao abrigo do disposto no artigo 63°, n°2, dos Estatutos anexos à Lei n° 53/2005, de 8 de Novembro, recomenda no dia 20 de Julho de 2005, à direcção daquele periódico, tendo em conta os valores estruturantes do jornalismo e a especial responsabilidade social de que se reveste o tratamento da matéria vertente:
O respeito do princípio da não discriminação, nomeadamente em função da cor, raça ou nacionalidade, tal como ele decorre da Constituição da República e demais leis do País, assim como dos instrumentos de direito internacional relevantes;
O cumprimento das normas ético-legais que impõem a observância do rigor e isenção informativos, designadamente no que se prende com precisão exigível à delimitação do objecto da notícia, à representatividade do seu universo de referência e à correspondência entre esta e a correlativa titulação.

Exemplo 2
Uma senhora não gostou da opinião de um jornalista, vai daí apresentou uma queixa por delito de opinião mascarado nos tais artigos da "discriminação", como acontece com os nacionalistas. O Sindicato dos Jornalistas não perdeu tempo e exigiu um pedido de desculpas.
Do presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas recebi esta carta a propósito da queixa apresentada contra mim por Patrícia Gameiro:
I. Origem
Eugénio Queirós, jornalista, editou no blogue "Bola na Área" o comentário "Para quê?", datado de 9 de Setembro de 2008, no qual alude aos Jogos Paralímpicos. O jornalista afirma que, de 4 em 4 anos, "o pessoal com handicap (físico ou mental) aproveita as instalações desportivas olímpicas e vai também à caça à medalha". Alude que "o Mundo considera isto um acontecimento". O jornalista considera que quando muito "é uma boa ideia". Discorda, todavia, que os Jogos Paraolímpicos sejam transformados em "um acontecimento, com páginas de jornal". Além do "bizarro da coisa", a explicação que encontra é "os eficientes" justificarem "a sua geral indiferença pelos “outros” com este tipo de paternalismo". Afirma também que "o desporto de alta competição nada tem a ver com esta espécie de ATL, com cães-guias, próteses da Puma e jogos de salão". Comenta, por último, as declarações do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, proferidas após a conquista das medalhas de ouro e de prata pelos atletas de boccia João Paulo Fernandes e António Marques. Fá-lo desvalorizando o resultado obtido pelos atletas. O comentário de Eugénio Queirós suscitou no blogue 355 reacções de pessoas que manifestaram as suas opiniões. Muitas são de indignação e parte desses comentários são insultuosos para o autor do texto.
II. Queixa
O comentário de Eugénio Queirós suscitou "uma grande dose de revolta" a Patrício Gameiro, que entendeu, em 13 de Setembro de 2008, apresentar ao CD do SJ queixa contra o jornalista. A queixosa qualifica o artigo como "nojo". Considera que o comentário revela "falta de senso" e que viola o código de ética dos jornalistas. Considera ainda que a liberdade de expressão, com a qual está de acordo, não justifica "este tipo de linguagem". Alude também ao facto de Eugénio Queirós exercer a profissão de jornalista no jornal "Record".
III. Interpelação
O CD do SJ apreciou a queixa na sua reunião de 18 de Setembro e decidiu interpelar Eugénio Queirós sobre este caso. Questionou-o sobre o ponto 8 do CD do Jornalista, o qual estabelece que "o jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, nacionalidade ou sexo". O Estatuto do Jornalista dá, aliás, à questão uma interpretação mais ampla na alínea e) do seu artigo 8.º. Na sua versão consolidada de 2007, estabelece como dever dos jornalistas: "Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual". O CD questionou o jornalista se considerava desobrigado de cumprir os princípios éticos e deontológicos e a letra da lei quando emite opiniões editadas num blogue. O CD distingue a acção pessoal do jornalista num blogue da sua actividade profissional na redacção do jornal "Record". Como o jornal "Record" fez a cobertura noticiosa dos Jogos Paraolímpicos e ao evento dedicou páginas da sua edição impressa e espaço no site Internet, questionou-o sobre a sua opinião quanto à opção editorial do "Record".
III. Resposta
Eugénio Queirós respondeu ao CD em 24 de Setembro de 2008. O jornalista confirma que o comentário é da sua autoria e que é um dos membros do blogue "Bola na Área". Refuta que "tenha, de algum modo, usado um tratamento discriminatório dos deficientes". E, em abono da sua tese, traz à colação as reacções ao seu comentário. Opina que as reacções - que designa como debate "longo e intenso" - "dividiu opiniões", "o que penso só revelar a pertinência do texto". O seu texto, como diz, suscitou "mais de 300 comentários editados, a que se acrescentaram outros tantos que não foram editados, bem assim como algumas referências na Imprensa e na rádio".
Eugénio Queirós reconhece que "a liberdade de expressão tem fronteiras que muitas vezes ultrapassamos". Pensa não ter sido o seu caso, "embora admita ter estado nos limites da mesma". Opina que para suscitar "a discussão por vezes é preciso ousar um pouco e a blogosfera é um espaço que permite outras liberdades". Afirma ter "pelos deficientes o respeito que tenho pelos ditos eficientes" e admite que "alguns dos termos usados não tenham sido os mais felizes mas lendo e relendo o que escrevi continuo a pensar que não ofendi ninguém e muito menos discriminei... quando muito, eu é que fui discriminado, tal o nível de intolerância dos comentários, que editei, esses sim, verdadeiramente insultuosos". Diz que no comentário "apenas quis pôr em equação, e penso que consegui, dois pontos: a amplificação mediática de uma competição sem valor competitivo e a hipocrisia que existe durante mais de 3 anos em relação aos atletas deficientes". Quando ao CD de ao Estatuto de Jornalistas, reconhece: "Existem. Portanto, temos de respeitá-los". Eugénio Queirós confirma que o jornal "Record" fez a cobertura noticiosa dos Jogos Paraolímpicos. Afirma não estar "em desacordo com essa opção editorial nem tenho que estar pois sou um simples redactor e quando não concordar com as opções editoriais do meu jornal posso sempre tentar trabalhar noutro lado".
IV. Análise
A resposta de EQ expressa uma posição de princípio. Os Jogos Paraolímpicos são uma competição sem valor competitivo, só justificada por hipocrisia da sociedade.
E induz duas convicções pessoais: a legitimidades de usar ousadia expressiva para provocar a discussão; e a possibilidade de recurso à blogosfera pela permissão de "outras liberdades", as quais se presume que seja por comparação com os meios de comunicação social e por os blogues serem um campo sem regulação.
Embora admita ter pisado os "limites" da liberdade de expressão, enjeita responsabilidades pelas palavras e opiniões produzidas. Pelo contrário, deduz a pertinência da sua iniciativa por ter alegadamente gerado uma clivagem de opiniões e ter suscitado reacções e comentários sobre ele próprio, alguns deles intolerantes e outros "verdadeira insultuosos". Rejeita também ter usado um tratamento discriminatório, o qual reabita nas convicções pessoais que manifesta quanto às prorrogativas de cidadãos portadores de deficiência e quanto à sua concepção sobre os Jogos Olímpicos.
Vale a pena citar por oposição àquele que parece ser o entendimento de Eugénio Queirós, dois exemplos de ideal olímpico. Um deles, o do atleta olímpico canadiano Cristopher Jarvis para quem "o verdadeiro espírito olímpico não é ganhar uma medalha de ouro, mas superar os seus próprios limites". O outro exemplo salienta que recordar o espírito olímpico é "aderir a uma aspiração de harmonia, cultura e paz universais, numa permanente busca da concretização de uma utopia, na crença na capacidade humana de construir o ideal". Este último é da autoria de Francisco de Oliveira, que assinou o prefácio e coordenou o livro "O Espírito Olímpico no novo milénio", uma colectânea de contributos de investigadores de várias universidades portuguesas e estrangeiras editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Na sua resposta ao CD, EQ não responde, explicitamente, se considera desvinculado de cumprir princípios éticos e deontológicos, quando emite opiniões editadas num blogue. Todavia, as razões que aduz sobre as características da blogosfera conduzem à dedução de que aí são permitidas "outras liberdades".
IV. Conclusões
As concepções implícitas nas opiniões expressas por EQ no seu comentário e na resposta a este CD fere valores éticos gerais e ofendem princípios de cidadania. EQ fez notar, na sua resposta, que a interpelação do CD considerou a priora que aludiu aos jogos Paraolímpicos num tom "discriminatório e insultuoso". A posteriori, a consideração foi confirmada.
EQ tem uma convicção e recorreu aos meios utilizados para justificar um fim último. Uma ética de responsabilidade pressupõe que o jornalista avalie sempre as consequências que os seus actos provocam nos visados. Pressupõe que o jornalista não descarte responsabilidades, pretendendo conferir pertinência ao acto por te gerado reacções. Apesar de as suas opiniões terem sido expressas num blogue, não fica desobrigado de deveres deontológicos da profissão. Não deveria sequer considerar-se desobrigado de preservar o bom-nome profissional, que deve constituir um pré-requisito ético do jornalismo. EQ assume que ultrapassamos (usando um plural majestático dúbio) muitas vezes as fronteiras da liberdade de expressão como se isso fosse uma contingência natural. Ora, as violações não se naturalizam pelo hábito de proceder erradamente
O CD do SJ considera que a atitude de EQ merece reparo e é eticamente reprovável.
Considera ainda que o jornalista deve apresentar desculpas aos ofendidos, no blogue "Bola na Área".
Assina o relator, Orlando César, presidente do CD dos Jornalista, relator do acórdão aprovado por unanimidade no dia 1 de Outubro de 2008.
Publicada por Eugénio Queirós
Conclusão/Reflexão
Poderemos concluir que o exercício da actividade de jornalista é efectivamente regulado e regrado pelo seu código deontológico e que qualquer pessoa, organismo ou instituição poderão recorrer aos órgãos reguladores da comunicação social, para averiguar da violação de determinadas regras.
No entanto, e os casos tratados neste ensaio são exemplo disso, quando se está perante uma clara violação de alguns artigos do código deontológico o que acontece é apenas uma repreensão por escrito dirigida ao jornalista e órgão de comunicação social que representa e nada mais que isso.
O código não prevê a suspensão de funções por tempo determinado nem qualquer outra sanção que não a repreensão por escrito.
Numa altura em que a Classe, através do seu sindicato tanto se bate contra a proposta do governo em alterar o estatuto do jornalista no ponto 1 do artigo 11º “Sem prejuízo do disposto na lei processual penal, os jornalistas não são obrigados a revelar as suas fontes de informação, não sendo o seu silêncio passível de qualquer sanção, directa ou indirecta”, parece-nos que a responsabilização pelas violações ao Código deontológico poderia ir mais longe, por forma a aumentar a credibilidade dos jornalistas e órgãos de comunicação social.
Trabalho realizado por:
Eduardo Falcão
Ricardo Oliveira
Hélder Barbosa

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Os Perigos da Internet

Vários quadrantes de informação têm alertado para os perigos que a Internet representa, principalmente para as crianças, o que acho uma forma positiva de alertar todos os pais. Todos sabemos que a Internet é necessária nos dias de hoje, vivemos num mundo “digital” mas é bom que se alerte para os perigos que ela representa a nível de contactos etc. Os pais, não devem ignorar a vigilância com os filhos, os que têm Internet em casa e esclarecer os seus filhos para todos os perigos que podem surgir por seu intermédio. Os meios de comunicação social, deveriam debater e esclarecer mais estes problemas para que todos ficarem mais esclarecidos sobre a Internet, os seus benefícios e os seus
perigos.
A tentativa de legislar a Internet não irá funcionar, como a internet é global e abrange áreas onde não só do governo regra se aplica. A jurisdição questões tornar a Internet um refúgio para actividades ilícitas e fraudulentas.A exploração infantil e no aumento dos crimes relacionados com Internet é cada vez maior. A exploração infantil não tem fronteiras; pedófilos existem em todos os socioeconómicos, étnicos e religiosos da comunidade. Considere estas estatísticas, 20% das crianças online são abordados sexualmente online. 89% desses adiantamentos ter lugar ao longo de mensagens instantâneas. Rebeldes adolescentes são alvos oportuno, e compartilhado informações pessoais tornam-se muitas vezes as tornam vítimas dos predadores online.Isto ainda alimenta a discussão sobre quem é quem. Eles são realmente quem eles dizem que são ou pretendem ser? A Internet é muito mais complexa e "anonimato" que poderia, de facto, assegurar a sua protecção.O anonimato da Internet é um motivo de preocupação. Pedófilos escondem por detrás da protecção do anonimato, criando perfis ideal a ser exactamente o amigo jovem impressionável que queremos que sejam. O fato é que uma criança não saber com quem estão interagindo com eles. Toda esta educação torna criticamente importante.Crianças, adolescentes e jovens têm de perceber e compreender os riscos associados às actividades Internet e modificar os seus hábitos pessoais, a fim de ficar em segurança online. Compartilhando informações privadas é simplesmente inaceitável. Os pais têm de perceber que a Internet faz parte do mundo em que nossos filhos estão vivos, e tanto quanto nós gostaríamos de protegê-los, tornou-se parte integrante do seu universo. Muito são as advertências que dos jovens hoje crescem com medo de não falarem com estranhos, os pais têm estranhos que redefinamos são, de modo que os seus filhos vão compreender com precisão os perigos online. O elemento crítico para ficar online é seguro para ser educados e compreender os riscos associados com muito real online.Enquanto permanecer anónimo é parte do problema, na Internet, poderia realmente ser uma protecção. Se pedófilos podem esconder atrás de tela nomes e pseudónimos, razão pela qual não pode filhos? Se um adolescente está a participar em comunidades online, se a sua estrutura para fins educacionais ou sociais de entretenimento, criando uma identidade anónima que irá ajudar a proteger suas informações pessoais. As informações pessoais relacionadas com a localização ainda não deve ser compartilhada, mas a camada adicional, poderá ajudar a proteger a criança de atenção indesejada.Enquanto anonimato é uma protecção para as crianças, ela também permite-lhes a liberdade de serem crianças. Como as crianças crescem, os seus pontos de vista e opiniões muitas vezes mudam. A Internet é temporal e aquela infinita de arquivos de pareceres já não podem ser um reflexo precioso de um filho que se tornou. As crianças que postar anonimamente podem dar ao luxo de ser uma criança, sem a evolução de suas opiniões serem disponibilizados em um arquivo para pesquisa.O anonimato na Internet pode ser uma ferramenta para ajudar a manter as crianças seguras, ao passo que aventurar-se na Internet mundial.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Evolução do Telemovel

Breve história da evolução do telemóvel





Em 1947, quando alguns pesquisadores se aperceberam, que recorrendo a pequenas células poderiam aumentar a capacidade de comércio dos telefones móveis. Entretanto, não possuíam técnicas nem a possibilidade de fazer comércio através da conversação, já que a quantidade de chamadas possíveis de realizar ao mesmo tempo era muito reduzida. Foi necessário chegar a 1968, para que se compreendesse que era fundamental incrementar as comunicações móveis, dando frequências e possibilitando a existência de uma rede de comunicações móveis avançada.
Em 3 de abril de 1973, Cooper telefonou de uma esquina da rua 56 para um telefone na avenida Lexington, em Manhattan, nos Estados Unidos, deixando os transeuntes boquiabertos,O primeiro telemóvel surgiu precisamente em 1973 quando a Motorola lançou as bases da primeira geração de telemóveis ao anunciar o DynaTACTM Cellular Phone, que pesava 1089 gr. Entretanto, em 1975, é registada a patente do sistema de radiotelefone de Martin Cooper para a empresa Motorola, que, desta forma, é amplamente considerado o pai do telemóvel.Na segunda geração de telemóveis, o sistema GSM (Global System for Mobile) passou a desempenhar um papel muito importante, permitindo a melhoria das comunicações móveis.Em 1998, a popularidade do GSM continuou a acentuar-se, com a existência de 100 milhões de subscritores, cinco milhões de novos utilizadores/mês, 120 países envolvidos, com 300 operadores e com uma percentagem de 60% de telemóveis digitais com GSM. Assim, sendo, as características, o formato, o tamanho e o peso é que são factores determinantes para associar os utilizadores a determinados estilos de vida. Marcas como a Motorola, a Ericsson, a Nokia ou mesmo a Philips e a Siemens têm tentado ganhar pontos nos diferentes mercados. Assim, os telemóveis são cada vez mais associados aos computadores, contribuindo todas estas características para a natural convergência das telecomunicações.

Evolução do telemovel











A primeira geração de telemóveis, suportada por sistemas analógicos, permitia apenas transmitir voz no mesmo país. O conjunto do telefone e bateria tinha, na maior parte dos casos, as dimensões de uma folha A4 e pesava muito.
As redes analógicas eram pouco seguras e quando o sinal era fraco sofriam interfNesta primeira vida dos telemóveis coexistiram três sistemas: AMPS, NMT e ETACS.
Estes sistemas, devido à sua natureza, congestionavam facilmente, pois o número de canais disponíveis era muito limitado. A rede era composta por poucas antenas de grande potência que disponibilizavam um número de canais reduzido.
As frequências a que estes sistemas operavam não eram muito elevadas obrigando os terminais a ter uma antena de tamanho considerável. Tinham também grandes dimensões, uma vez que a rede inicial era composta por poucas antenas, o que implicava uma potência de emissão por parte dos terminais elevada.
A mobilidade foi um passo importante alcançado pela primeira geração de telefones celulares. Apesar disso, o peso e a dimensão, já referidos, destes terminais desencorajavam o cidadão comum a comprar este tipo de equipamento. Era impossível guardar o terminal na mala ou no bolso do casaco. Transportavam-se como malas de negócios. A máxima do "quanto mais pequenos melhor" começava a fazer sentido.
Dados Técnicos:
Os sistemas de 1ª Geração são caracterizados por sistemas de radio analógicos desenvolvidos para transmitir voz. Estas tecnologias usavam multiplexagem por divisão em frequência (FDMA):
AMPS é um sistema analógico que usa FDMA na banda de 800 MHz.
NMT sistema analógico inicialmente usado na banda de 450 MHz (NMT 450), mais tarde quando foi necessária mais capacidade, foi também utilizada a banda de 900 MHz (NMT 900).
TACS é uma versão modificada do AMPS utilizada no Reino Unido, Japão e China.









2ª Geração

A segunda geração, igualmente chamada 2-G, telemóveis foi introduzida nos anos noventa. Os sistemas de telefone 2-G eram diferentes por causa de seus usos do circuito digital, transmissão comutados. A sua introdução de um telefone mais avançado e rápido aos sinais de rede,com a melhoria possível a tecnologia tal como umas baterias mais avançadas e a electrónica eficiente a energia Os telemóveis da segunda geração tiveram diversas vantagens sobre os artigos 1G. Estes incluíram a mensagem de SMS, que se tornou inicialmente possíveis redes da G/M e eventualmente em todas as redes digitais. A primeira mensagem foi emitida em Grã-bretanha em 1991. A primeira mensagem de texto pessoal de SMS foi emitida muito em 1993 na Finlândia. O envio de mensagem de texto de SMS transformou-se logo o método de uma comunicação de escolha e o público geral prefere agora emitir mensagens a colocar chamadas de voz.













3ª Geração



A característica mais importante da tecnologia móvel 3G é suportar um número maior de clientes de voz e dados, especialmente em áreas urbanas, além de maiores taxas de dados a um custo incremental menor que na 2G.
Ela utiliza o espectro de radiofrequência em bandas identificadas, fornecidas pela UTI para a Terceira Geração de serviços móveis IMT-2000, e depois licenciadas para as operadoras.
Permite a transmissão de 384 kbits/s para sistemas móveis e 2 Megabits/s para sistemas estacionários. Espera-se que tenha uma maior capacidade de usuários e uma maior eficiência espectral, de forma que os consumidores possam dispor de roaming global entre diferentes redes 3G. Esta nova tecnologia deverá alterar radicalmente a forma como utilizamos os telemóveis. As pessoas terão o telemóvel mais tempo diante dos olhos do que encostado ao ouvido porque este passará a ser um dispositivo multimédia, como a televisão ou o computador. Ao mesmo tempo, a transmissão de dados ocupará uma parte maior do tempo de utilização do telemóvel, devido a todas as possibilidades existentes (enviar "faxes", "e-mails", etc.). A qualidade de voz será similar à dos telefones fixos e a rapidez de transmissão de dados mais semelhante à da actual Internet por cabo, o que poderá significar que as pessoas usem apenas o telemóvel, em substituição ao telefone fixo e ao acesso à internet através do computador. A Internet faz apelo sobretudo à leitura e à escrita; o estilo de vida de grande parte da população é estar em frente a um computador, relativamente isolado durante a maior parte do dia e a contactar com as outras pessoas sempre à pressa. O desenvolvimento tecnológico é no sentido de aumentar novamente o elemento visual. Visual mas virtual. Vai ser uma janela para o mundo com cor e forma à qual só faltará ser real.